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GERMANOOFTALMOLOGIA

Procedimentos

Transplante de córnea em Bauru

Sempre que a doença permite, substitui-se apenas a camada comprometida. A profundidade do problema define a técnica, e a técnica define recuperação, tempo de pontos e risco de rejeição.

Técnicas
DMEK, DSAEK, DALK e ceratoplastia penetrante
Tecido
Córnea doadora fornecida por banco de olhos credenciado
Anestesia
Local com sedação na maioria dos casos
Recuperação
De semanas, nas técnicas endoteliais, a mais de um ano na penetrante

Por que a córnea precisa ser transparente

A córnea é a lente frontal do olho e responde por cerca de dois terços do seu poder de focalização. Para cumprir esse papel ela precisa ser transparente e regular, e é transparente por um motivo ativo: uma camada de células na face interna, o endotélio, bombeia água para fora do tecido o tempo todo e o mantém desidratado.

As doenças que levam ao transplante atacam essa arquitetura por caminhos diferentes. Algumas comprometem o endotélio e a córnea incha e embaça. Outras deixam cicatrizes e irregularidades nas camadas da frente, e a luz se espalha ao atravessá-las. Cada uma pede uma resposta diferente.

Durante décadas a resposta foi única: trocar toda a espessura da córnea por um botão doador. Hoje é possível separar as camadas e substituir apenas a que está doente, preservando o restante do tecido do próprio paciente. Essa mudança alterou os prazos de recuperação e o comportamento do enxerto ao longo dos anos.

Ambiente clínico da Germano Oftalmologia, em Bauru

Indicações

As doenças que levam ao transplante

  • Distrofia endotelial de Fuchs

    Perda progressiva das células endoteliais, com córnea que incha e embaça mais pela manhã e clareia ao longo do dia. É a principal indicação das técnicas endoteliais.

  • Descompensação após cirurgia intraocular

    O endotélio pode ficar comprometido após cirurgias complexas ou repetidas dentro do olho, com edema persistente e dor nos casos avançados.

  • Ceratocone avançado

    Quando a irregularidade ou a cicatriz impedem a reabilitação por lentes de contato. Com endotélio saudável, a via preferencial é lamelar.

  • Cicatrizes corneanas

    Sequelas de infecções, traumas e queimaduras químicas. A profundidade da cicatriz define se cabe uma técnica lamelar.

  • Distrofias estromais

    Depósitos hereditários que turvam o estroma de forma progressiva e simétrica entre os dois olhos.

  • Falência de enxerto anterior

    Um transplante pode perder a transparência anos depois. O retransplante é possível, com planejamento próprio e risco maior que o da primeira cirurgia.

Técnicas

A escolha acontece em profundidade

A córnea tem cinco camadas, e a doença raramente atinge todas. As técnicas abaixo se diferenciam pelo plano em que o cirurgião separa o tecido: quanto mais posterior o problema, mais fina é a lâmina transplantada.

Percorra cada técnica para ver o que é substituído e o que permanece do próprio paciente.

As espessuras indicadas são valores médios de referência. A técnica de cada paciente depende dos seus exames e do tecido disponível.

Corte da córnea

Superfície

Interior do olho

  • Epitélio~50 µmPreservadaBarreira de superfície, com alta capacidade de regeneração
  • Camada de Bowman~12 µmPreservadaLâmina de colágeno logo abaixo do epitélio
  • Estroma~500 µmPreservadaCorpo da córnea, com fibras de colágeno em arranjo regular
  • Membrana de Descemet~10 µmSubstituídaLâmina de suporte do endotélio
  • Endotélio~5 µmSubstituídaBombeia água para fora e mantém a córnea transparente

Substitui apenas a membrana de Descemet e o endotélio doente, em uma lâmina de poucas dezenas de micrômetros que é enrolada, injetada dentro do olho e posicionada com uma bolha de ar contra a face interna da córnea. Não há pontos no tecido transplantado. Por não acrescentar estroma, a técnica preserva a curvatura original da córnea e altera pouco o grau. A contrapartida é a manipulação delicada de um tecido muito fino, com necessidade de o paciente permanecer deitado de barriga para cima nas primeiras horas, para que a bolha mantenha a lâmina no lugar.

  • Espessura transplantadaCerca de 15 a 20 µm
  • Pontos no enxertoNenhum
  • Recuperação visualSemanas a poucos meses
  • Risco de rejeiçãoO menor entre as técnicas
  • Impacto no grauPequeno

Indicada principalmente em

  • Distrofia endotelial de Fuchs
  • Descompensação endotelial após cirurgia intraocular
  • Córneas com estroma e superfície preservados

Banco de olhos

De onde vem a córnea

O tecido vem de doação, captada após a confirmação do óbito e a autorização formal da família. A retirada precisa acontecer em poucas horas, e o tecido é encaminhado a um banco de olhos credenciado.

No banco, a córnea passa por avaliação sorológica do doador, exame em lâmpada de fenda e contagem das células endoteliais em microscopia especular. Esse número é decisivo: ele define se o tecido serve, e para qual técnica. Uma córnea aprovada é conservada em meio próprio e permanece viável por alguns dias.

A distribuição segue lista única, organizada pela Central de Transplantes do estado dentro das regras do Sistema Nacional de Transplantes. A inscrição em lista é feita pelo serviço que vai realizar a cirurgia, e a posição considera critérios técnicos, tempo de espera e a urgência de cada caso.

Ao contrário de outros órgãos, a córnea é avascular, o que dispensa a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor na maior parte dos casos e simplifica a logística de distribuição.

Sinal de alerta

Os quatro sinais que exigem contato imediato

A rejeição é tratável quando identificada cedo, e o prognóstico piora a cada dia de atraso. Todo paciente transplantado sai da consulta sabendo reconhecer estes sinais, em qualquer momento, mesmo anos depois da cirurgia.

01

Vermelhidão

Olho vermelho que aparece sem causa aparente e não melhora em algumas horas.

02

Sensibilidade à luz

Incômodo com a claridade que surge ou piora de forma nova.

03

Queda de visão

Embaçamento ou piora da nitidez em relação ao que já estava estabelecido.

04

Dor

Dor no olho operado, de qualquer intensidade, fora do período pós-operatório imediato.

Qualquer um desses sinais é motivo para procurar atendimento no mesmo dia. O risco de rejeição não termina: ele diminui com o tempo e permanece pela vida do enxerto.

Da avaliação à reabilitação

  • AvaliaçãoExame completo, tomografia de córnea, microscopia especular e avaliação da retina e do nervo óptico, para estimar o quanto de visão o transplante pode devolver. Quando há doença de retina associada, essa expectativa muda e precisa ser dita antes.
  • Inscrição e esperaCom a indicação definida, o paciente é inscrito em lista e aguarda a disponibilidade de tecido compatível com a técnica planejada. O tempo de espera varia conforme a região e a urgência do caso.
  • A cirurgiaRealizada com anestesia local e sedação na maior parte dos casos, com duração de cerca de uma hora. A alta costuma ocorrer no mesmo dia, com retorno na manhã seguinte.
  • Primeiras semanasColírios em esquema intensivo, com corticoide em redução lenta, e retornos frequentes. Nas técnicas endoteliais há orientação de permanecer deitado de barriga para cima nas primeiras horas, para manter a lâmina posicionada.
  • Meses seguintesA visão melhora de forma gradual e desigual. Nas técnicas com sutura, os pontos são retirados aos poucos, e cada retirada altera a curvatura e o grau.
  • Reabilitação finalDepois da estabilização, prescreve-se a correção definitiva. Óculos resolvem parte dos casos, e astigmatismos elevados costumam exigir lentes rígidas ou esclerais. Procedimentos adicionais podem ser discutidos para reduzir o astigmatismo residual.

Riscos e limitações

O que também precisa ser dito

O transplante de córnea tem taxas de sucesso altas quando comparado a outros transplantes, e carrega riscos que precisam ser conhecidos antes da decisão.

  • Rejeição

    O organismo reconhece o tecido doador como estranho e o ataca. É mais provável nas técnicas que transplantam o endotélio, e o tratamento precoce com corticoide reverte boa parte dos episódios.

  • Falência do enxerto

    O enxerto pode perder a transparência com o tempo, por rejeição repetida ou por perda progressiva de células endoteliais. O retransplante é possível.

  • Astigmatismo residual

    Esperado nas técnicas com sutura, e pode ser alto o bastante para exigir lentes rígidas mesmo com o enxerto transparente.

  • Deslocamento da lâmina

    Nas técnicas endoteliais, a lâmina pode não aderir e exigir uma nova injeção de ar nos primeiros dias.

  • Glaucoma e catarata

    Associados ao uso prolongado de corticoide e à própria cirurgia. Exigem acompanhamento da pressão intraocular ao longo de todo o seguimento.

  • Infecção

    Incomum e grave, com risco aumentado enquanto houver pontos expostos ou epitélio não cicatrizado.

  • Conversão de técnica

    Em transplantes lamelares anteriores, pode ser necessário converter para penetrante durante a cirurgia, o que é discutido e consentido antes.

O resultado visual depende também do restante do olho. Uma córnea transparente não devolve visão que a retina ou o nervo óptico já perderam, e essa expectativa é alinhada na avaliação.

Corpo clínico

Quem conduz a cirurgia

Dr. Jorge Germano

Médico · CRM/SP 48586 · RQE 44477

Catarata e Cirurgia Refrativa

Um dos pioneiros da cirurgia de catarata em Bauru, com mais de 40.000 cirurgias realizadas e mais de 5.000 cirurgias refrativas.

Dr. Renato Germano

Médico · CRM/SP 150907 · RQE 87134

Catarata e Glaucoma

Doutor em glaucoma pela FMUSP e vice-chefe do Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da FM-USP.

Dr. Flávio Germano

Médico · CRM/SP 192136 · RQE 91873

Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa

Preceptor de córnea e catarata da residência do CEO-Bauru, com dois títulos de especialista em Oftalmologia.

Bauru e região

De onde chegam os pacientes

A clínica fica na Rua Paulo Torralba, 1-11, em Bauru, e recebe pacientes do centro-oeste paulista para avaliação e cirurgia de córnea.

  • Bauru
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Sala de exames da Germano Oftalmologia, em Bauru

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Dúvidas

Transplante de córnea: dúvidas frequentes

Bauru, São Paulo

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