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GERMANOOFTALMOLOGIA

Procedimentos

Glaucoma em Bauru

Uma doença do nervo óptico que avança sem sintomas. O tratamento reduz a pressão dentro do olho para preservar o campo de visão que ainda existe.

Diagnóstico
Campo visual, OCT do nervo óptico, gonioscopia e paquimetria
Tratamento inicial
Colírios hipotensores ou trabeculoplastia seletiva a laser
Cirurgias
Trabeculectomia, implante de drenagem e técnicas minimamente invasivas
Objetivo
Preservar o campo visual que ainda existe

O nervo óptico e a pressão

O glaucoma é uma doença do nervo óptico, o cabo de fibras que leva a informação visual do olho até o cérebro. As fibras vão sendo perdidas de forma progressiva, e com elas some parte do campo de visão. Essa perda é definitiva: o tecido nervoso não se regenera.

A pressão dentro do olho é o principal fator envolvido, e é também o único que se consegue modificar com o tratamento disponível hoje. Ela existe porque um líquido transparente, o humor aquoso, é produzido continuamente dentro do olho e precisa sair na mesma velocidade. Quando a saída encontra resistência, a pressão sobe e o nervo sofre.

Reduzir essa pressão diminui a velocidade da perda e, em boa parte dos casos, a interrompe na prática. É por isso que o glaucoma é tratado por anos ou por décadas, com acompanhamento regular, mesmo em quem enxerga bem.

Ambiente clínico da Germano Oftalmologia, em Bauru

Progressão silenciosa

A doença que não avisa

O glaucoma de ângulo aberto, que é a forma mais comum, não dói, não deixa o olho vermelho e não embaça a visão no começo. A pessoa enxerga bem e não tem motivo algum para procurar um oftalmologista.

A perda começa pela periferia do campo visual, e o cérebro preenche as falhas com a informação do outro olho e com o que ele espera encontrar ali. O resultado é que a pessoa não percebe os buracos que já existem. A visão central, a que se usa para ler e reconhecer rostos, costuma ser a última a ser atingida.

Quando o sintoma finalmente aparece, uma parte considerável das fibras já foi perdida, e nada do que se faça devolve essa parte. Por isso o exame de rotina, em quem não tem queixa nenhuma, é o que muda o desfecho dessa doença.

Exame recomendado a partir dos 40 anos, e mais cedo em quem tem parente de primeiro grau com glaucoma, em pessoas de ascendência africana, em diabéticos, em quem usa corticoide de forma prolongada e em quem já teve trauma ocular.

Classificação

As formas da doença

  • Ângulo aberto

    A forma mais comum. O ângulo de drenagem está anatomicamente aberto, e a resistência à saída do líquido aumenta de modo gradual. Evolui em silêncio, por anos.

  • Ângulo fechado

    A íris bloqueia o acesso à malha trabecular. Pode ser crônico ou se manifestar como crise aguda, com dor forte, olho vermelho, visão embaçada, halos, náusea e vômito. A crise aguda é uma urgência oftalmológica.

  • Pressão normal

    Dano característico do nervo óptico com pressão dentro da faixa considerada normal. Mostra que o nervo de cada pessoa tem a sua própria tolerância, e que a meta de pressão é individual.

  • Secundário

    Decorrente de outra condição: uso prolongado de corticoide, uveíte, trauma, cirurgia prévia, pseudoexfoliação, dispersão pigmentar ou doença vascular da retina.

  • Congênito

    Presente desde o nascimento ou nos primeiros anos, com olhos grandes, lacrimejamento, aversão à luz e córnea embaçada. Exige diagnóstico e cirurgia precoces.

  • Hipertensão ocular

    Pressão acima do esperado, com nervo óptico e campo visual ainda normais. Não é glaucoma, e identifica quem precisa de acompanhamento mais próximo.

Diagnóstico

O diagnóstico não se faz com um número

A medida isolada da pressão identifica parte dos casos e deixa escapar outra parte. O diagnóstico vem do conjunto.

  • Pressão intraocular

    Medida em diferentes momentos, porque a pressão oscila ao longo do dia. Em casos selecionados, faz-se uma curva ao longo de várias horas.

  • Paquimetria

    A espessura da córnea altera a leitura da pressão: córneas finas tendem a subestimar e córneas espessas a superestimar. Sem esse dado, o número medido pode enganar.

  • Gonioscopia

    Exame que visualiza o ângulo de drenagem com uma lente espelhada e define se ele está aberto ou fechado. É o que separa as duas grandes formas da doença e muda toda a conduta.

  • Avaliação do nervo óptico

    Exame do disco óptico com lente, em busca da escavação aumentada, do afinamento da rima e de hemorragias na borda.

  • OCT da camada de fibras nervosas

    Mede a espessura das fibras ao redor do nervo e das células ganglionares da mácula. Detecta perda estrutural antes que ela apareça no campo visual.

  • Campo visual

    Mapeia a sensibilidade da retina ponto a ponto e mostra onde já existem falhas. Repetido ao longo do tempo, é o que documenta se a doença está progredindo.

O acompanhamento tem mais valor que qualquer exame isolado. O que define a conduta é a comparação dos mesmos exames ao longo dos anos.

Laser e cirurgia

Todos os procedimentos fazem a mesma coisa

O humor aquoso é produzido sem parar pelo corpo ciliar, circula pela câmara anterior e precisa encontrar a saída. Quando essa saída tem resistência demais, a pressão sobe.

Os procedimentos abaixo, do laser de consultório à cirurgia de maior porte, têm um único propósito: facilitar a saída desse líquido. O que os diferencia é o ponto do caminho em que atuam, e esse ponto determina quanto a pressão cai, quanto risco o procedimento carrega e quanto acompanhamento ele exige.

Percorra cada procedimento para ver a rota que ele utiliza.

O esquema representa o percurso do humor aquoso de forma simplificada, para explicar onde cada procedimento age. A indicação de cada paciente depende do estágio da doença e dos seus exames.

O caminho do humor aquoso

Corpo ciliar

Produz o humor aquoso, sem parar

Câmara anterior

O líquido circula e busca a saída

Via trabecular

O caminho natural de saída

Malha trabecular

A peneira, e o ponto de maior resistência

Age aqui

Canal de Schlemm

Coletor circular na base da córnea

Veias episclerais

Devolvem o líquido à circulação

Via subconjuntival

Uma saída nova através da esclera

Passagem pela esclera

Aberta ou criada pelo cirurgião

Bolha de filtração

Reservatório sob a conjuntiva

Absorção local

Os tecidos reabsorvem o líquido

Reservatório com tubo

Drenagem para a parte posterior do olho

Tubo na câmara anterior

Capta o líquido na origem

Trajeto sob a conjuntiva

Percorre a superfície do olho

Prato no equador

Cápsula que absorve o líquido

Pulsos muito curtos e de baixa energia são aplicados sobre a malha trabecular. A energia é absorvida de forma seletiva pelas células pigmentadas, sem dano térmico ao tecido ao redor, e desencadeia uma resposta biológica que melhora a drenagem ao longo das semanas seguintes. O procedimento é feito em consultório, com colírio anestésico, e dura poucos minutos. Por não deixar cicatriz, pode ser repetido. Ensaios clínicos com anos de acompanhamento sustentam seu uso já como tratamento inicial, e parte dos pacientes permanece sem necessidade de colírios nesse período. O efeito tende a se reduzir com o tempo.

  • Onde é feitoConsultório
  • AnestesiaColírio
  • Redução de pressãoModerada
  • Início do efeitoAlgumas semanas
  • Pode ser repetidoSim

Considerado principalmente em

  • Glaucoma de ângulo aberto em tratamento inicial
  • Dificuldade de adesão aos colírios
  • Intolerância ou alergia aos colírios
  • Complemento quando a meta de pressão não foi alcançada

Tratamento clínico

O colírio é a base, e o ponto mais frágil

A maior parte dos pacientes começa e permanece no tratamento com colírios, que reduzem a produção do humor aquoso ou facilitam a sua saída. São eficazes e, usados como prescrito, sustentam o controle da doença por décadas.

A dificuldade está no uso. É um remédio diário, para uma doença que não dói e não dá sinal de que está sendo tratada. Frascos esquecidos, gotas que escorrem pela face, dificuldade de manusear o frasco e ardência que desencoraja são as causas reais de falha do tratamento, com muito mais frequência do que a falta de eficácia do medicamento.

Quando a adesão é o obstáculo, mudar a estratégia costuma render mais que aumentar a dose. O laser de consultório, por exemplo, existe também para essa situação. A conversa sobre o que está acontecendo na prática, em casa, faz parte da consulta.

Do diagnóstico ao acompanhamento de longo prazo

  • DiagnósticoExame completo com pressão, paquimetria, gonioscopia, avaliação do nervo óptico, OCT e campo visual. A partir desse conjunto define-se se há glaucoma, qual a forma e qual o estágio.
  • Meta de pressãoEstabelece-se um valor-alvo individual, mais baixo quanto maior o dano já existente e quanto mais rápida a progressão observada. Essa meta é revista ao longo do acompanhamento.
  • Tratamento inicialColírio hipotensor ou trabeculoplastia a laser, conforme o caso, a rotina do paciente e a tolerância aos medicamentos.
  • AcompanhamentoRetornos programados com medida da pressão e, em intervalos definidos, repetição do campo visual e do OCT. A comparação com os exames anteriores é o que revela progressão.
  • EscalonamentoQuando a meta não é alcançada ou a doença progride apesar dela, associa-se outro colírio, indica-se o laser ou discute-se a cirurgia. A escolha considera o estágio, a idade e as cirurgias já realizadas.
  • Depois da cirurgiaO acompanhamento continua pela vida toda. Nenhum procedimento encerra o glaucoma, e a pressão precisa seguir sendo medida e o campo visual, comparado.

Riscos e limitações

O que também precisa ser dito

Cada degrau do tratamento tem riscos próprios, e eles entram na conversa antes da decisão.

  • Efeitos dos colírios

    Ardência, vermelhidão, alergia, escurecimento e crescimento dos cílios, e efeitos sistêmicos em alguns grupos, como alteração de frequência cardíaca e broncoespasmo em pacientes com doença pulmonar.

  • Após a trabeculoplastia

    Pico de pressão nas primeiras horas, inflamação leve e desconforto transitório. Parte dos pacientes não responde ao laser, e o efeito diminui com os anos.

  • Hipotonia

    Pressão baixa demais após cirurgias filtrantes, com câmara rasa, dobras na mácula e queda de visão. Costuma responder ao manejo, e em alguns casos exige nova intervenção.

  • Falha da bolha

    A cicatrização excessiva fecha a via criada e a pressão volta a subir. É a causa mais comum de insucesso das cirurgias filtrantes, e motiva o uso de antimetabólitos.

  • Infecção tardia

    Bolhas de filtração mantêm um risco pequeno e permanente de infecção, inclusive anos depois. Olho vermelho com dor e secreção em paciente operado é motivo de atendimento no mesmo dia.

  • Complicações dos implantes

    Exposição ou erosão do tubo, contato com a córnea e perda de células endoteliais, além de visão dupla em alguns casos, pela presença do prato sob a musculatura.

  • Catarata

    A progressão da catarata é acelerada por cirurgias intraoculares, e com frequência a sua cirurgia passa a ser indicada depois.

O tratamento do glaucoma preserva o campo visual que ainda existe. Ele não devolve o que já foi perdido, e essa expectativa é alinhada desde a primeira consulta.

Corpo clínico

Quem conduz o tratamento

Dr. Jorge Germano

Médico · CRM/SP 48586 · RQE 44477

Catarata e Cirurgia Refrativa

Um dos pioneiros da cirurgia de catarata em Bauru, com mais de 40.000 cirurgias realizadas e mais de 5.000 cirurgias refrativas.

Dr. Renato Germano

Médico · CRM/SP 150907 · RQE 87134

Catarata e Glaucoma

Doutor em glaucoma pela FMUSP e vice-chefe do Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da FM-USP.

Dr. Flávio Germano

Médico · CRM/SP 192136 · RQE 91873

Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa

Preceptor de córnea e catarata da residência do CEO-Bauru, com dois títulos de especialista em Oftalmologia.

Bauru e região

De onde chegam os pacientes

A clínica fica na Rua Paulo Torralba, 1-11, em Bauru, e recebe pacientes do centro-oeste paulista para diagnóstico e tratamento de glaucoma.

  • Bauru
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  • Avaré
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Sala de exames da Germano Oftalmologia, em Bauru

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Dúvidas

Glaucoma: dúvidas frequentes

Bauru, São Paulo

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