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GERMANOOFTALMOLOGIA

Procedimentos

Cirurgia de catarata em Bauru

A substituição do cristalino opacificado por uma lente intraocular escolhida a partir das medidas do olho, da saúde da retina e da rotina visual de cada paciente.

Técnica
Facoemulsificação, com etapas assistidas por laser de femtossegundo
Duração
Cerca de vinte minutos por olho, em regime ambulatorial
Anestesia
Colírio anestésico, sem internação
Lentes
Monofocal, monofocal plus, foco estendido e trifocal, com versões tóricas

O que acontece dentro do olho

A catarata é a perda progressiva da transparência do cristalino, a lente natural que fica atrás da íris. Com o tempo, ela dispersa a luz que entra no olho: a visão embaça, as cores perdem saturação, o contraste diminui e os faróis passam a ofuscar à noite. A troca frequente do grau costuma ser o primeiro sinal.

A cirurgia é o único tratamento. O cristalino opaco é fragmentado e aspirado por microincisões, e uma lente intraocular calculada para aquele olho ocupa o lugar dele, dentro do saco capsular preservado durante o procedimento.

Essa lente permanece no olho pelo resto da vida, e a sua escolha define como o paciente vai enxergar nos anos seguintes. É a decisão mais consequente de toda a cirurgia, e ela é tomada antes de entrar no centro cirúrgico.

Ambiente clínico da Germano Oftalmologia, em Bauru

Tecnologia cirúrgica

Quatro etapas conduzidas pelo laser de femtossegundo

Quatro etapas da cirurgia podem ser executadas pelo laser de femtossegundo, com o planejamento traçado sobre a imagem do próprio olho antes de qualquer corte.

01

Incisões corneanas

As incisões principal e de serviço são desenhadas com arquitetura, largura e profundidade definidas no planejamento e executadas na posição programada. A construção em planos favorece o fechamento da incisão ao final da cirurgia.

02

Capsulotomia anterior

A abertura circular na cápsula do cristalino, chamada capsulorrexe, é feita com diâmetro e centralização definidos previamente. Uma abertura regular e do tamanho planejado mantém a borda da cápsula sobreposta à lente em toda a circunferência, o que influencia a posição final do implante dentro do olho — e a posição final é uma das variáveis do resultado refrativo.

03

Fragmentação do núcleo

O laser secciona o núcleo do cristalino antes da entrada do ultrassom. Com o núcleo já dividido, a energia de facoemulsificação necessária para removê-lo é menor, o que reduz a exposição das estruturas internas do olho ao ultrassom durante a cirurgia.

04

Incisões relaxantes para astigmatismo

Cortes arqueados na periferia da córnea, com comprimento, profundidade e eixo calculados, achatam o meridiano mais curvo e reduzem o astigmatismo corneano. É uma via para tratar astigmatismos de menor magnitude dentro da própria cirurgia de catarata.

Laser de femtossegundo

Ziemer FEMTO LDV Z8

Plataforma suíça que opera com pulsos de energia na ordem de nanojoules e taxa de repetição na faixa de megahertz. Os disparos são pequenos, próximos e sobrepostos, e a separação do tecido ocorre por vaporização dentro do próprio volume de plasma. O OCT integrado exibe as estruturas do olho durante o procedimento, e o cabeçote móvel dispensa deslocar o paciente entre as etapas.

O laser executa etapas com o desenho que foi planejado. A biometria, a escolha da lente e a leitura da córnea acontecem antes dele, na consulta, e são elas que determinam para onde o olho vai enxergar depois.

Lentes intraoculares

A lente distribui a luz. Cada desenho cobra um preço.

Uma lente intraocular tem um orçamento fixo: a luz que entra pela pupila. O que separa as famílias de lente é como esse orçamento é repartido entre as distâncias de visão.

Concentrar toda a luz em um ponto entrega a imagem mais nítida possível naquela distância, e nenhuma nas outras. Repartir a luz entre três pontos cobre longe, meio e perto, com um pouco menos de energia em cada um e com anéis de difração que se manifestam como halos ao redor de luzes à noite.

Não existe uma família superior às demais. Existe a que combina com a anatomia daquele olho e com o que aquela pessoa faz durante o dia.

As três famílias existem em versão tórica, para correção de astigmatismo. A comparação acima descreve comportamentos ópticos típicos de cada desenho, e o resultado individual depende do olho de cada paciente.

Perfil de foco

Longe

placa, rua, TV

Intermediária

tela, painel, balcão

Perto

livro, celular, bula

Um monofocal de perfil ampliado. A óptica é desenhada para estender discretamente a profundidade de foco a partir da visão de longe, o que costuma devolver a distância intermediária de forma funcional — painel do carro, balcão, tela de computador em alguns casos. A leitura de perto permanece com óculos. Como a luz não é repartida por difração, o perfil de fenômenos luminosos noturnos e a sensibilidade ao contraste ficam próximos dos de um monofocal convencional.

  • Independência de óculosÓculos para leitura na maior parte do tempo
  • Halos e ofuscamento à noitePerfil próximo ao do monofocal convencional
  • Sensibilidade ao contrastePreservada
  • Exigência de córnea e cálculoMais tolerante a desvios

Combina com

  • Quem dirige muito à noite e prioriza qualidade de imagem
  • Olhos com alguma alteração de retina ou de nervo óptico
  • Córneas irregulares ou com cirurgia refrativa prévia
  • Quem aceita usar óculos para leitura sem incômodo

Pede uma conversa mais longa

  • Quando a expectativa é ler sem óculos
  • Quando a rotina é dominada por celular e livro impresso

Astigmatismo e lentes tóricas

Qualquer uma das famílias acima existe em versão tórica, que corrige o astigmatismo da córnea dentro da própria lente. A escolha entre a lente tórica e as incisões relaxantes a laser depende da magnitude e da regularidade do astigmatismo, medidos na topografia e na tomografia. Astigmatismos irregulares seguem outra lógica e afastam as ópticas difrativas, porque a irregularidade e a difração se somam em degradação de imagem.

Planejamento

O cálculo é metade do resultado

Uma lente premium implantada com um cálculo impreciso entrega menos do que uma lente monofocal bem calculada. A previsibilidade do resultado depende de medidas que precisam ser feitas com a superfície ocular em ordem.

Três situações exigem atenção adicional no cálculo:

  • Olho seco e superfície ocular

    O filme lacrimal instável altera a ceratometria. Tratar a superfície antes de medir muda o resultado do cálculo.

  • Cirurgia refrativa prévia

    Olhos submetidos a LASIK ou PRK têm córneas de geometria alterada, e as fórmulas convencionais tendem a errar. O cálculo exige fórmulas específicas e dados da córnea anterior e posterior.

  • Córneas irregulares

    Ceratocone, cicatrizes e transplantes prévios reduzem a previsibilidade e orientam a conversa para lentes de perfil mais tolerante.

Parte dos pacientes que chega pedindo uma lente trifocal sai da consulta com outra indicação. Essa conversa acontece antes da cirurgia, com os exames sobre a mesa.

Avaliação pré-operatória

Os exames que sustentam o cálculo da lente e a escolha da óptica.

  • Biometria óptica para o cálculo da lente intraocular
  • Topografia e tomografia de córnea
  • Ceratometria e avaliação do astigmatismo
  • Avaliação do filme lacrimal e da superfície ocular
  • Mapeamento de retina sob midríase
  • OCT de mácula, quando indicado pelo caso
  • Medida da pressão intraocular e avaliação do nervo óptico
  • Microscopia especular do endotélio em casos selecionados

Do preparo à estabilização

O percurso habitual de quem opera, com os prazos que costumam se aplicar.

  • AntesExames pré-operatórios e definição da lente na consulta. Colírios podem ser iniciados dias antes. Medicações de uso contínuo costumam ser mantidas, com orientação individual para anticoagulantes.
  • No diaProcedimento ambulatorial, com cerca de vinte minutos por olho e anestesia com colírio. O paciente permanece acordado e recebe sedação leve quando indicada. A alta ocorre no mesmo dia.
  • Primeiras 24 horasVisão enevoada, sensibilidade à luz e sensação de corpo estranho são esperadas. O retorno é feito no dia seguinte, com avaliação da pressão e do posicionamento da lente.
  • Primeira semanaA visão clareia progressivamente. Colírios em esquema decrescente, sem esforço físico intenso, sem piscina e sem coçar o olho operado.
  • Primeiros mesesA refração se estabiliza em algumas semanas. Em lentes de foco estendido e trifocais, a neuroadaptação segue por mais tempo, com melhora gradual do conforto noturno e da leitura.

Riscos e limitações

O que também precisa ser dito

A cirurgia de catarata está entre os procedimentos mais realizados da medicina, com um perfil de segurança bem estabelecido. Os pontos abaixo entram na conversa da consulta, antes da decisão.

  • Opacificação da cápsula posterior

    A cápsula que sustenta a lente pode opacificar meses ou anos depois, com embaçamento semelhante ao da catarata. A resolução é feita em consultório, com laser YAG, em poucos minutos.

  • Erro refrativo residual

    O cálculo da lente é uma previsão estatística. Pode restar grau residual, que se resolve com óculos, lente de contato, retoque a laser ou, em situações específicas, troca da lente.

  • Fenômenos luminosos

    Halos, ofuscamento e rastros de luz são mais frequentes nas ópticas difrativas e tendem a reduzir ao longo dos meses. Uma parcela pequena de pacientes permanece incomodada.

  • Olho seco

    As incisões seccionam fibras nervosas da córnea e a sensação de secura pode se acentuar nos primeiros meses, sobretudo em quem já convivia com o quadro.

  • Edema de córnea e de mácula

    Inchaços transitórios que costumam responder ao tratamento clínico. O edema macular é mais provável em diabéticos e em olhos com inflamação prévia.

  • Complicações intraoperatórias

    Rotura de cápsula, perda vítrea e descentração da lente são incomuns. Quando ocorrem, mudam a conduta no mesmo tempo cirúrgico e podem exigir um segundo procedimento.

  • Endoftalmite

    Infecção intraocular, rara e grave. A profilaxia com antissepsia e antibiótico intracameral reduz a incidência, e o acompanhamento próximo dos primeiros dias existe para identificá-la cedo.

Nenhuma lente garante independência completa dos óculos. O objetivo é alinhar a óptica escolhida à anatomia daquele olho e ao que a pessoa espera enxergar.

Corpo clínico

Quem conduz a cirurgia

Dr. Jorge Germano

Médico · CRM/SP 48586 · RQE 44477

Catarata e Cirurgia Refrativa

Um dos pioneiros da cirurgia de catarata em Bauru, com mais de 40.000 cirurgias realizadas e mais de 5.000 cirurgias refrativas.

Dr. Renato Germano

Médico · CRM/SP 150907 · RQE 87134

Catarata e Glaucoma

Doutor em glaucoma pela FMUSP e vice-chefe do Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da FM-USP.

Dr. Flávio Germano

Médico · CRM/SP 192136 · RQE 91873

Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa

Preceptor de córnea e catarata da residência do CEO-Bauru, com dois títulos de especialista em Oftalmologia.

Bauru e região

De onde chegam os pacientes

A clínica fica na Rua Paulo Torralba, 1-11, em Bauru, e recebe pacientes do centro-oeste paulista para avaliação e cirurgia de catarata.

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Sala de exames da Germano Oftalmologia, em Bauru

Leituras relacionadas

  • Cirurgia refrativa

    Correção de grau antes da idade da catarata.

  • Glaucoma

    Quando a escolha da lente precisa considerar o nervo óptico.

  • Ceratocone

    Córneas irregulares e o impacto no cálculo da lente.

Dúvidas

Cirurgia de catarata: dúvidas frequentes

Bauru, São Paulo

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